quinta-feira, 30 de junho de 2011

EM ESPÍRITO E EM VERDADE SEMPRE! 8


Pai eu quero contemplar tua glória e majestade


Pai eu quero te adorar em espírito e em verdade


Não apenas no átrio e no santo lugar


Eu quero te entronizar entre os querubins





Ooh! Leva-me à sala do trono


Pelo novo e vivo caminho


Pelo sangue de Jesus, Eterno e Sumo Sacerdote





Ooh! leva-me à sala do trono


pra te adorar Senhor!


Ooh! leva-me à sala do trono


pra te adorar Senhor!





(Alda Célia - Adoração 3)






"E Esdras abriu o livro perante os olhos de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé. E Esdras louvou o Senhor,o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém! Amém, levantando as mãos; e inclinaram-se e adoraram o Senhor, com o rosto em terra". Neemias 8:5,6

Somos tão pequeninos diante de tamanha beleza e majestade de Deus! Deus é tão grandioso em seu poder, onipresença e onisciência!

Ainda assim Ele habita com o contrito e quebrantado de coração, pois Ele é achado por aqueles que o buscam de todo o coração.

Deus é achado por ser revelar na pessoa de Jesus Cristo. Quanto mais eu adoro em espírito e em verdade essa adoração me assemelhará ao ser que eu adoro, isto é, Deus. Por isso, estar sedento por Ele é regra número um para os verdadeiros adoradores, sabendo que a adoração conformará minha mente à mente de Cristo.

Na adoração a Deus o tema central deverá ser sempre a pessoa de Deus e sua graça. Claro que podemos nos edificar, consolar e nos instruir através de cânticos, mas o cerne de nossa canção deve ser sempre o Senhor Deus e não focarmos apenas em letras que falem em soluções de problemas pessoais.

O caminho da adoração a Jesus é um caminho do esvaziamento de nossa alma e uma entrega total de nosso ser a Deus. Esvaziamo-nos de nós mesmos para sermos cheios da presença e da glória de Deus. O caminho que nos conduz a adoração em verdade é o caminho do quebrantamento pois sem quebrantamento não há adoração sincera e verdadeira. Então, Deus nos escolheu para que fluísse o perfeito louvor a Ele; não um louvor apenas feita de cânticos, mas de atos.

Adorar não é pedir, é oferecer; não é ir ao culto e assistir no banco, mas dar, conceder, cultuar ao Senhor que é todo poderoso. Quem entra no templo para adorar com essa imagem de Deus e de sua grandeza, graça, poder, santidade e domínio experimenta uma adoração diferente e profunda.

Na adoração antes de pensar que isso tocará a Deus acredito que quem será tocado serei eu mesmo pois na adoração quem se manifesta não sou eu, mas Ele. Não é o que eu faço que atrairá a Deus, mas Deus me atrairá a Ele por sua grandeza em graça.

Jesus é o pão da vida! O comer o pão é ler sua palavra e adorar Sua pessoa.

O texto de Neemias nos diz que o povo se inclinou e adorou com o rosto em terra...que gesto magnífico de adoração! rendição total a Deus. Deus está vendo nosso coração todos os dias e como Ele é Pai que se relaciona com filhos está na espera por ouvir nossa voz através de louvores que cultuem Seu nome.

(Hoje eu estava com um cântico em meus lábios e escrevi esse pequeno texto).

Fábio Menen

terça-feira, 28 de junho de 2011

SALMO 3 - CRENDO NO INVISÍVEL




SALMO 3





Confiança em Deus na Adversidade!





Salmo de Davi quando fugia de Absalão, seu filho.



Senhor, como tem crescido o número dos meus adversários! São numerosos os que se levantam contra mim.




São muitos os que dizem de mim: Não há em Deus salvação para ele.




Porèm tu, Senhor, és o meu escudo, és minha glória e o que exaltas a minha cabeça.




Com minha voz clamo ao Senhor, e ele do seu santo monte me responde.




Deito-me e pego no sono; acordo, porque o Senhor me sustenta.




Não tenho medo de milhares do povo que tomam posição contra mim de todos os lados.




Levantat-te, Senhor! Salva-me, Deus meu, pois feres nos queixos a todos os meus inimigos e aos ímpios quebras os dentes.




Do Senhor é a salvação, e sobre o teu povo, a tua benção.







A primeira constatação de Davi é essa: os inimigos estavam crescendo. Haviam se multiplicado o número daqueles que ele podia chamar de opositores, adversários; e estavam, contra ele, se levantando.




Triste para Davi foi somar nos adversários o seu filho Absalão. O próprio filho dele era um adversário feroz.


Esse é o salmo do perseguido, mas que conhece Aquele a quem segue. O salmo de quem vê o número dos opositores se exacerbando, mas que, sabe que maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo.


Deus habita nossa interioridade e nos faz viajar por caminhos da confiança. Não nos faz exaltar-nos impiedosamente contra os outros mas que nos faz olhar com fé para o Senhor que é nossa força, refúgio e fortaleza. E os inimigos estão apenas entregues a Deus em oração pedindo que o Espírito Santo os converta ao Evangelho da paz e da graça. Deus honra os humildes mas abate os que confiam em suas próprias valentias carnais.


Os que confiam no Senhor são os que estão com os pés firmes na Rocha, que é Cristo Jesus. Tudo está consumado em favor dos que creem e estarão caminhando confiantemente pois estão nos braços do Pastor da vida.


O justo vive pela fé, fé na Palavra de Deus e no Deus da Palavra. Não há caminho de crescência espiritual se não nos entregarmos em confiança a Deus que venceu tudo por nós. Não há inimigo que nosso Deus não conheça, não há adversários que Deus não conheça suas arapucas que armam contra nós; porêm, o Senhor livra seus filhos de caírem e os livra como pastor que livra suas ovelhas de lobos famintos.


Esse salmo está ai para lembrar-nos que não fomos esquecidos pelo nosso Pai, e que o melhor lugar ou a melhor companhia nos momentos de perseguição é estarmos unidos com o Senhor, confessando nossos temores e declarando o que Ele é em nossa vida.


O Senhor esmaga os inimigos espirituais; os inimigos que o diabo usa para nos atacar que sejam alvos de orações intercessórias para que se convertam a Jesus.


Isso é tudo e tudo é!


Fábio Menen

sábado, 11 de junho de 2011

CHAMADOS PARA OBEDECER


Como discípulos de Jesus fomos chamados para obedecer a Palavra de Deus.

Infelizmente, em nossa carne existe a luta para não acatar o Evangelho e absorver as palavras de vida eterna de Jesus.

De uma forma simples e rápida, obedecer é sujeitar-se, executar e cumprir algo que foi pedido ou mandado. No Evangelho, a motivação para a nossa obediência é o amor.

Então, a obediência é uma benção para aqueles que estão ávidos para experimentarem a boa e perfeita vontade de Deus em suas vidas. Amamos a Deus e sua Palavra. Obedecemos pessoas a quem respeitamos, admiramos e a quem prezamos. Deus é o Senhor e Pai sobre nossas vidas. Amamos a Deus.

Obediência, na relação entre cristão e Deus, é fruto da amizade, do companheirismo e da admiração. Nunca imposta pelo medo ou obrigação, pois obediência, antes de ser comportamento é algo que reflete o que carregamos e somos dentro de nós.

Na Escritura Sagrada, vemos que o Filho de Deus - Jesus de Nazaré - foi obediente até a morte e morte de cruz. Para quem lê apenas fica a impressão de quem foi algo muito simples; morte de cruz não era algo tão simples assim. Morrer pela humanidade com tal crueldade apenas pela decisão de obediência total que Jesus nutria pelo Pai.

FILIPENSES 2:8

E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz
.

Jesus havia recebido um pedido de seu Pai: morrer em favor dos homens e mulheres para que todo pensamento fosse levado cativo à obediência de Cristo. 2Coríntios 10:5
Isto porque, por natureza, somos desobedientes. Herdamos em nós a propensão de desobedecer.

Os que tiveram um encontro com Deus genuíno e transformador precisam estar cientes de sua sub-missão e obediência a Deus.

Em 1Samuel 15:22 o profeta diz que obedecer é melhor que sacrificar. Deus se cansa de sacrifícios, liturgias e coreografias, orações que não traz em si um coração disposto a obedecer.

Gênesis 22:18 - E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz. A obediência de Abraão foi tão significativo que a benção de Deus se estendeu para outros povos.

A obediência de um cristão pode ser benção na vida de muitas pessoas.

Paulo ensina os filhos para serem obedientes aos seus pais: Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Filhos que não respeitam e não honram seus pais, fruto do pecado e de sua alienação de Deus. Quem não ama a Deus não obedece os seus mandamentos.

A questão de obedecer é tão séria que no verso 2 do capítulo 2 de Efésios nos dias sobre o espírito que opera nos filhos da desobediência. Há um ser, uma entidade, um espírito maligno que cega, manipula e influencia esses desobedientes.

Assim como Jesus obedeceu ao Pai devemos carregar em nós marcas de um filho-servo-amigo que O serve por amor em obediência. Desobediência é obra da carne; obediência é fruto do Espírito Santos que mora em nós, moldando nosso viver à vontade de Deus. Nosso caráter é trabalhado pelo Pai para sermos perfeitos como perfeito Ele é.

Pensem nisso!

Fábio Menen

quarta-feira, 8 de junho de 2011

MEU FELIZ ANIVERSÁRIO PRA MIM!


Nehum dia é igual ao outro. Cada dia vem com as surpresas próprias. Cada dia posso viver minha vida com a graça e com o dom que Deus me deu. Cada dia posso acreditar no amor e viver êxtases de felicidade com minha família, amigos e com Deus. A cada dia posso manifestar planos e sentimentos que poderão definir caminhos que conduzirão ao bem. A cada dia posso ser apenas eu mesmo. Todo dia pertence a Deus e os meus dias são apenas Dele.
Hoje sou feliz com o que tenho e com todas as possibilidades de ter e ser; a felicidade também é simples e pode ser vivida nas pequenas coisas que não enxergamos. Celebrar a vida, a amizade, a poesia, a liberdade e a eternidade. Não um ano que se passou mas que foi conquistado com todos os sabores da vida, quer amargo, quer doce. Posso dizer que pouca coisa eu sei, mas eu muito sinto.

Em meu aniversário o meu pedido é: olhar a vida com os olhos de Deus.

O aniversário é meu, mas a festa é para o Criador da vida.

Fábio Menen



"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, começe novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"

FERNANDO PESSOA

quinta-feira, 26 de maio de 2011

CAIO FÁBIO - AME A DEUS DE TODO CORAÇÃO. A RELIGIÃO, NÃO!




LUCAS 9:51-56


E aconteceu que, completando-se os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém.


E mandou mensageiros adiante de si; e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada,


Mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém.


E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?


Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois.


Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia.


O texto de Lucas, nos mostra como a fé genuína pode ser transformada em religião fanática sem que seus atores percebam. Se não, veja: temos os "discípulos Tiago e João" tentando montar uma estratégia logística para receber Jesus numa aldeia Samaritana. O esquema do evento foi montado, mas os samaritanos perceberam que Jesus tinha outra agenda no coração "porque o aspecto dele era de quem , decisivamente, ia para Jerusalém". Por isso, não insistiram no programa e deixaram Jesus livre para passar. Tiago e João não gostaram. Mas como não podiam se insurgir contra o Mestre, resolveram fazer a corda quebrar do lado mais fraco, o dos samaritanos.

O FENÔMENO RELIGIOSO - Olhando para aquele episódio, é possível é possível afirmar que amar a Deus é preciso, mas amar a religião pode ser perigoso. Aqui a gente vê como o amor a Deus pode se perverter em amor à religião. Ama a religião de modo adoecido quem ama ao grupo a que pertence e aos projetos desse grupo mais do que ao próximo. A religião é fenômeno humano de natureza histórica e circunstancial, extremamente mutável e manipulável, sofrendo de uma tendência terrível para o absolutismo e o autoritarismo que se põe a serviço dos homens e seus projetos, não de Deus. Ora, as coisas são frequentemente assim porque a religiâo parece ter também uma vocação quase intrínseca para o fanatismo.

A história toda dá testemunho disso. É por esta razão que muito facilmente o sentido de missão religiosa se transforma em projeto de dominação em nome de Deus. Tiago e João tinham uma missão: prepara um evento. Mas seu afã religioso de cumprir a missão a qualquer preço lhes cegou para o fato óbvio: Jesus não queria pousar ali. Isto porque quando a missão passa a ser um fim em si mesma, surge sempre o espírito da dominação. Nesse caso, tudo aquilo que aparentemente contrarie o projeto religioso é interpretado como uma declaração de guerra, aí as armas são sacadas e é hora de fazer "fogo cair do céu".

AS PRODUÇÕES DO FANATISMO - Já vimos que a fé genuína pode ser transformar em fervor religioso e este em fanatismo guerrilheiro. A questão agora é saber quais são os elementos que alimentam e estimulam o fanatismo religioso. Outra vez eu penso que o episódio descrito por Lucas nos ajudará imensamente a discernir aquilo do que o fanatismo se alimenta.
Antes de tudo, deve-se dizer que o fanatismo se alimenta de preconceito. Em nenhum outro momento se vê nos Evangelhos os discípulos tomados por crises de tirania, senão aqui nesta geografia do preconceito. Tiago e João eram discípulos de Jesus, mas também eram Judeus. E Judeus não se davam com samaritanos. É aqui que a fé pode virar religião e a religião, fanatismo. Quando nosso fervor de fé se mistura aos nossos preconceitos culturais e esses às nossas frustrações pessoais, especialmente aquelas provocadas pelos "execráveis" samaritanos das nossas histórias. O espírito exclusivista também aparece como um dos energizadores do fanatismo religioso. Foi por isso que Tiago e João reagiram tão fortemente. Eles estavam sutilmente tomados pela ideia de que Jesus lhes pertencia. Não eram eles que pertenciam a Jesus. Era o contrário. O fanatismo sempre nos passa a ideia de que Deus está sob a nossa tutela. A gente pensa que tem de defender os interesses de Deus com fervor guerrilheiro, esquecidos de fato de que tais causas nada mais são que nossos próprios caprichos sob a máscara da religiosidade e da verdade. Além disso, o fanatismo religiosos frequentemente se serve do sobrenatural na intenção de usá-lo como elemento de validação de suas ações e exageros. A ideia é de que se o sobrenatural acontece, ele autentica o contexto no qual se manifestou. A prova dos nove em relação à verdadedo episódio seria tirada com "fogo do céu". Assim é que todos os dias vemos grupos fanáticos tentando sustentar ações loucas a partir da afirmação de que os milagres que acontecem no seu meio dão genuinidade a tudo o que eles praticam. A lógica é simples: contra milagres até a verdade tem de se curvar.

FANATISMO E PODER - O fanatismo religioso também desenvolve fortíssima relação com o poder, seja ele de que tipo for. A razão é simples: o fanatismo não sobrevive na relatividade. Ele depende fundamentalmente de critérios absolutos, tanto no plano das ideias (dogmas), quanto no âmbito das demonstrações de força (seja a guerra, a economia ou o "fogo do céu"). É fácil perceber isto no episódio dos discípulos Tiago e João na aldeia dos samaritanos. Primeiro, eles imaginam que o poder para realizar seu show de superioridade racial e religiosa lhes seria disponibilizado por Deus, pelo fato de Jesus ser solidário com seu ridículo descontentamento. O trabalho que eles realizaram na preparação para o evento não poderia ser desperdiçado. Por isso, fogo neles. E Jesus é solicitado a endossar a decisão de fazer churrasco samaritano: "queres que façamos descer fogo do céu?". Além disso, eles também pensaram que eram os executivos da Empresa Multi-Universal da Energia Divina: "queres que mandemos descer fogo do céu?". Se Jesus quiser, eles mandam. Eles são os exatores de Deus na terra. E, por último, eles entendem o poder como algo que eventualmente pode ser utilizado para destruir os homens: "fogo para destruir os consumir".

E EU COM ISSO?

Muita gente não está entendendo porque eu estou gastando todo este espaço para falar de fanatismo religioso. Afinal, gente fanática não lê o site. Entretanto, nós não devemos nos esquecer de que aqueles que são o objeto do nosso estudo são pessoas muito boas e especiais, mas que viram-se contagiadas por esse espírito. Eles eram Tiago e João, e isto lhes aconteceu enquanto Jesus estava com eles, não foi dois mil anos depois. Ou seja, se aconteceu a eles, pode acontecer a você e a mim. Entretanto, no mesmo texto do Evangelho onde nós recebemos advertências sobre o fanatismo religioso, também aprendemos como ser salvos dele.
Para inocular em nós o antídoto antifanatismo, a gente tem de se perguntar sempre se nossa vida ainda gurada alguma relação com o espírito do Evangelho. Ou seja: a gente tem de ouvir a voz de Jesus denunciando: "Vós não sabeis de que espírito sois". Isto porque às vezes, sem pressentir, a gente vai se distanciando completamente do espírito amoroso, misericordioso, solidário e inclusivo de Jesus, e caímos na religião da exclusão, da vingança, do julgamento e da guerra. Além disso, a gente também tem de saber sempre que Jesus não tem nenhum tipo de relação com as ações de aniquilações humana, mesmo que feitas em nome de Deus. "O Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las".
Sabendo disso tudo, vale reafirmar nosso chamado para amar a Deus com todos os recursos da emoção, da afeição, da força e da inteligência, e ao próximo com o mesmo interesse com o qual a gente trata de nossas próprias causas, sendo, entretanto, capazes de repudiar todas as tentativas de fanatização que nos surjam, mesmo aquelas mais carismaticamente fantasiadas de fé intrépida. Aquela do tipo que invoca "fogo do céu" para consumir os homens que não pertencem ao nosso grupo.


MENSAGEM DO CAIO FÁBIO EM JANEIRO DE 1996

Obs. A mesma mensagem de hoje ele já pregava antes.


Fábio Menen

quinta-feira, 19 de maio de 2011

NEIL BARRETO - SOBRE PASTORES E LOBOS

Postado Secretaria domingo, 14 junho , 2009

Hoje na denominação Batista, comemora-se o dia do Pastor e, aproveitando a oportunidade, gostaria de compartilhar com vocês um texto que recebi a algum tempo e que me fez refletir sobre a minha real identidade. O texto tem o título encimado: Sobre Pastores e Lobos. Por mais triste que seja, hoje, pastores e lobos têm muito em comum e uma dessas é que ambos gostam muito de ovelhas. Meu intuito de compartilhar esse texto é dar à vocês o direito de refletirem sobre aquele que está sobre vocês como pastor, até porque as consequências advindas da relação com um pastor ou com um lobo são responsabilidade de cada ovelha. Eis o texto:

Pastores buscam o bem das ovelhas; lobos buscam os bens das ovelhas.
Pastores gostam de convívio; lobos gostam de reuniões.
Pastores vivem a sombra da cruz; lobos vivem a sombra dos holofotes.
Pastores choram por suas ovelhas; lobos fazem suas ovelhas chorarem.
Pastores têm autoridade espiritual; lobos são autoritários e dominadores.
Pastores têm esposas; lobos têm coadjuvantes.
Pastores têm fraquezas; lobos são poderosos.
Pastores olham nos olhos; lobos contam as cabeças.
Pastores apaziguam as ovelhas; lobos intrigam as ovelhas.
Pastores têm senso de humor; lobos levam a sério.
Pastores são ensináveis; lobos são donos da verdade.
Pastores têm amigos; lobos têm admiradores.
Pastores se extasiam com o mistério; lobos aplicam técnicas religiosas.
Pastores vivem o que pregam; lobos pregam o que não vivem.
Pastores vivem de salários; lobos enriquecem.
Pastores ensinam com a vida; lobos pretendem ensinar com discursos.
Pastores sabem orar em secreto; lobos só oram em público.
Pastores vivem para suas ovelhas; lobos se abastecem de suas ovelhas.
Pastores vão para o púlpito; lobos vão para o palco.
Pastores são apascentadores; lobos são marqueteiros.
Pastores são servos humildes; lobos são chefes orgulhosos.
Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas; lobos pelo das ofertas.
Pastores apontam para Cristo; lobos apontam para si mesmos.
Pastores são usados por Deus; lobos usam as ovelhas em nome de Deus.
Pastores falam da vida cotidiana; lobos discutem o sexo dos anjos.
Pastores se deixam conhecer; lobos se distanciam e ninguém chega perto.
Pastores sujam os pés na estrada; lobos vivem em palácios e templos.
Pastores alimentam as ovelhas; lobos se alimentam das ovelhas.
Pastores buscam a discrição; lobos se autopromovem.
Pastores conhecem, vivem e pregam a graça; lobos vivem sem lei e pregam a lei.
Pastores usam as Escrituras como texto; lobos usam as Escrituras como pretexto.
Pastores têm compromisso como Reino; lobos têm compromissos pessoais.
Pastores vivem uma fé encarnada; lobos vivem uma fé espiritualizada.
Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas; lobos perpetuam a infantilidade.
Pastores confessam os seus pecados; lobos expõem o pecado dos outros.
Pastores são simples e comuns; lobos são vaidosos e especiais.
Pastores têm dons e talentos; lobos têm cargos e títulos.
Pastores são transparentes; lobos têm agendas secretas.
Pastores dirigem igreja comunidade; lobos dirigem igreja empresa.
Pastores pastoreiam ovelhas; lobos seduzem ovelhas.
Pastores trabalham em equipes; lobos são prima-donas.
Pastores constroem vínculos de interdependência; lobos aprisionam a co-dependência.

À luz do exposto, a pergunta que cada um de vocês deve se fazer é: "Meu pastor é um pastor mesmo ou um lobo?"

Se lobo, agradeça à Deus por descobrir isso antes de ser devorado por ele e afaste-se de seu rebanho, pois tal rebanho não está sendo conduzido à Vida e sim à morte, pois para um lobo, a ovelha está reduzida, apenas, a uma matéria de consumo (alimento).

Se pastor, louve a Deus por sua vida e interceda muito mais por ele, pois um de seus maiores desafios é não se transformar em lobo ao longo do caminho (desafio de manter a integridade).

Se pastor, ouça o que ele diz na Palavra e viva a Palavra que ouve, faça valer a pena o sacrifício de Seu Senhor na cruz do calvário.

Se pastor, porque ele é pastor, seja ovelha, simplesmente ovelha, pois se o pastor é pastor e a ovelha é ovelha, o resultado será, sempre, uma relação saudável, produtiva e duradoura para a glória de Deus. Boa reflexão!
Que o Sumo Pastor nos abençoe! Paz!

Pr. Neil Barreto