segunda-feira, 23 de abril de 2012

VÍDEO - O CAMINHO DA GRAÇA PARA TODOS



O pastor Caio Fábio explica o significado de ser servo e discípulo de Jesus nesse vídeo. Também vemos a explicação de ser Igreja no contexto em que vivemos.

Fábio Menen

quarta-feira, 4 de abril de 2012

AS CICLOTIMIAS DA VIDA


Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;

Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
Eclesiastes 3:1-8

"Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e temou de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de aborrecer; tempo de guerra, e tempo de paz". Eclesiastes 3:1-8

O livro Eclesiastes é de uma natureza taxativa e direta, sem rodeios e verdadeiro.

Não podemos nos esquecer que quem o escreveu foi àquele que recebeu de Deus sabedoria, sabedoria essa que nenhum outro homem, na terra, seria sábio como ele foi. Por isso, devemos levar muito a sério quando lemos esse livro.

O livro expõe alguns celeumas que atingem a vida humana, e não há explicação do "porque" sobre as angústias e perplexidades que se abatem sobre os seres humanos. Isso é diferente do conceitos que temos, pois queremos sempre saber porque a vida é como ela é, tentando sempre dar explicações sobre a razão ser das coisas. Talvez seja o livro menos lido pelos cristãos.

Eu entendo o livro como o mais filosófico da Bíblia. Salomão olha para o estranho existencialismo e diz que tudo é sem significado, sem sentido, é tudo vaidade. Por outro lado, ele afirma que isso tudo deve fazer com que os filhos de Deus, diante da vida absurda, temam a Deus e lhe obedeçam, mesmo sem entender os caminhos que lhe parecem misteriosos.

Os primeiros oito versículos do capítulo 3 atestam isso. Vemos aqui que as ciclotimias da vida podem alcançar a qualquer um. Salomão nos ensina que devemos discernir as estações, as ciclotimias que podemos viver ou que estamos vivendo nesse momento presente.

A vida da humanidade é como as estações do ano. Há primavera, verão, outono e inverno; na presente existência também há tempo para plantar e tempo para colher o que foi plantado; tempo de abrir a madre para o nascimento e de abrir a terra para sepultamento. Há tempo de começar projetos, sonhos, desejos, coisas e muitas vezes chegam tempos de arrancar e desfazer aquilo que um dia a nossa própria mão havia construído e semeado. Isto é, muitas vezes somos chamados a derrubar aquilo que outras pessoas e gerações passadas ergueram, mesmo que isso tenha sido útil para as pessoas em algum momento. Entretanto, só vale a pena derribar se houver outro projeto que tenha algo novo para se colocar no lugar, substituindo. A vida muitas vezes faz com que nos ajuntemos e amealhemos, outras vezes, a vida, mostra outra tendência: é hora de enviar, despedir, espalhar, distanciar-se e dizer adeus. Nesse ciclo da existência, como filhos da esperança e da graça, devemos ser técnicos de enfermagem de vidas, enfermeiros do amor e sair por ai curando corpos, almas, mentes e relacionamentos. Ciclotimias da vida!!!

Se entendermos a grandeza da visão de Salomão seremos produtivos, livres e esperançosos. Iremos chorar diante de um sepultamento mas não choraremos como se a morte fosse a última realidade, pois nascimento é tão forte quanto a morte. Ficaremos desapegados a "teologia da prosperidade" com seus apelos para se ter e possuir, e poderemos nos desfazer daquilo que foi bom ontem, mas perdeu o sentido hoje.

As emoções são fortes em nossas vidas hoje. A vida não é feita apenas de ciclos, mas também de emoções. E quem não vive e discerne as emoções que cada momento pede, acaba se adoecendo. Por isso, Salomão sabe que o choro é amigo no momento certo, o choro é amigo psicológico do riso. Somos capazes de dar saltos de euforia e de vitórias, e nem sempre capazes de expressar dor, luto e pranto. E uma das coisas mais importantes é a força do 'desapego' com àquilo que sabemos que devemos abrir mão. Pessoas que gostam de encontros, aconchegos, de carinhos e de abraços, devem desenvolver a capacidade de marcar a presença, de riscar linhas, limites no chão e dizer que é só até ali que se vai; tem que ser forte o suficiente para afastar de um abraço alguém que precisa ser deslocado da vida da gente. Emoções da vida!!!

O livro de Eclesiastes tenta nos aproximar da sabedoria. Não a sabedoria humana mas a sabedoria de Deus que nos faz discernir tudo isso. Sabedoria que nos faz viver; sabedoria que nos faz caminhar juntos, nos alegrando e chorando, semeando e colhendo. Sabedoria para não fazermos parte da ciclotimia que mata, destrói, guerreia e nos faz sermos agentes ativos dessas marcas, tornando-nos, assim, cúmplices da perversidade que o pecado introduziu em todas as dimensões da vida.

A percepção filosófica de Salomão mostra que todos os dias a morte e seus cúmplices nos rodeiam; também nos rodeia a possibilidade da vida, isto é, nascer, plantar, curar, buscar, coser, fazer a paz...são milagres que estão ao alcance de nossas mãos.

Ciclos, emoções e sabedoria...

Acredito que ainda não aprendemos a viver.

Esse texto estava em mim hoje. Eu preciso ler novamente.

A Beatriz em meu colo quase não deixa eu escrever rsrs

Fábio Menen

quinta-feira, 29 de março de 2012

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM CAIO FABIO


“Eu só quero viver em paz”. Pastor diz não rejeitar seu passado e que quer ser livre do sistema religioso"

Por Danilo Fernandes



Depois de vários anos sumido do noticiário nacional, o pastor Caio Fábio D’Araújo Filho voltou às manchetes no fim do ano passado. Réu na ação movida contra ele por conta do episódio conhecido como Dossiê Caimã – conjunto de documentos falsos que, pouco antes da eleição presidencial de 1998, acusava altas figuras do governo de ter contas secretas naquele paraíso fiscal –, Caio foi condenado por uma juíza federal a pouco mais de três anos de reclusão. Cabe recurso, e o pastor já avisou que vai até às últimas instâncias. “A juíza quer aparecer”, ataca, sustentando a mesma versão que conta desde o início do imbróglio: a de que foi envolvido inocentemente numa conspiração política. Essa parte de seu passado, bem como muitas outras, já não são conhecidas pelas novas gerações de crentes. Contudo, os evangélicos mais maduros sabem que Caio foi a mais destacada liderança evangélica já surgida no país, cuja visibilidade, catapultada por uma ação ministerial intensa – como a criação da organização Visão Nacional de Evangelização, a Vinde, e da Fábrica de Esperança, megaprojeto social que atendeu centenas de milhares de carentes num conjunto de favelas do Rio –, marcou época entre os anos 1970 e 90.

Hoje, Caio olha para esse passado com serenidade. Ele diz que não repudia nada do que fez, mas que não quer mais saber de ser a figura pública, aclamada e requisitada de outrora. “Esse tempo acabou definitivamente para mim. Minha alma não tolera mais a possibilidade dessa vida itinerante”, diz, em sua casa em Brasília. Cercado de árvores, jardins e recantos, é dali que ele grava os programas que exibe pela internet, parte importante das atividades do Caminho da Graça, ministério que hoje capitaneia. Tida como uma igreja de perfil alternativo, o grupo reúne-se em várias cidades brasileiras e, segundo Caio Fábio, procura restaurar o sentido da comunhão cristã. “Ele é um movimento conduzido pela Palavra e pelo Espírito Santo. Queremos que invada a massa, abranja tudo e se torne incontrolável como o vento que sopra onde quer”, diz, com a retórica privilegiada que conquistou milhões de admiradores e fez sucesso em mais de 100 livros publicados. De certas experiências do passado, ele não esconde a dor – como a separação de sua primeira mulher, Alda Fernandes, com quem teve quatro filhos, e a trágica morte de Lukkas, o terceiro deles. Contudo, embora muito criticado e contestado ao longo desses anos todos, ele assegura, “diante de Deus”, que não sente mágoa de ninguém. Aos 57 anos de idade, casado com Adriana Ribeiro, Caio Fábio D’Araújo Filho se diz em paz. “Eu sou livre. Sou nascido do Evangelho, nascido de Jesus. Hoje, sirvo ao Senhor e não preciso perder o meu ser, a minha saúde, a minha paz, o meu convívio familiar. Isso é graça de Deus para mim!”


CRISTIANISMO HOJE – Recentemente, o senhor voltou ao noticiário com a notícia de sua condenação no processo que investiga o episódio do Dossiê Caimã. Como ficou esse processo?

CAIO FÁBIO D’ARAÚJO FILHO – Meu advogado entrou com recurso e eu ganhei. Agora, deve seguir para outra instância. Esse processo é uma loucura inominável. Até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que seria o maior prejudicado se a história fosse verdadeira, já veio a público me isentar de qualquer culpa.


Se sua inocência é tão óbvia como diz, por que um assunto praticamente esquecido pela opinião pública foi trazido novamente à tona?

Por iniciativa de uma juíza federal que gosta de aparecer. Como o episódio foi um fato histórico que envolveu até a Presidência da República, ela quis ser a mulher que decretou a prisão do indivíduo que seria o boi de piranha daquele negócio todo. Um grupo de advogados amigos de São Paulo queria até entrar com uma representação contra ela perante os conselhos de Magistratura, porque acharam que ela passou dos limites. Mas o advogado que me representa nos autos não deixou.

A quem interessaria uma condenação sua?

Ah, interessaria a muitos religiosos. O próprio pessoal da imprensa que me ligou disse que isso é uma coisa surreal, que aquela mulher é doida. Ninguém acredita em nada daquilo. Só a Folha de São Paulo é que deu com um destaque maior por uma razão política que eu não vou dizer aqui. E a TV Record [ligada à Igreja Universal do Reino de Deus], por razões óbvias. Estou junto como réu ao lado de Paulo Maluf e Lafayette Coutinho. No entanto, só eu fui condenado! Mas olha, se, por algum motivo totalmente inexplicável, esse negócio chegar ao Superior Tribunal de Justiça, será liquidado lá. E, se por alguma insanidade passar e for ao Supremo, vai morrer na praia.

O senhor trabalha com a hipótese de uma condenação definitiva?

Se, por alguma conjunção cósmica totalmente irracional, eu for mesmo condenado a prestar serviço comunitário ou fazer ação social, eu vou dar um grande “aleluia”, porque estarei sendo condenado a ser eu mesmo, a fazer o que sempre fiz esses anos todos, por minha total iniciativa.


O senhor concebeu e liderou um dos maiores projetos de cunho social de iniciativa de evangélicos já feitos neste país, a Fábrica da Esperança, considerado o maior do gênero na América Latina. Com esta credencial, como o senhor avalia a relativamente pequena atuação da Igreja brasileira na área social, ainda mais evidenciada quando consideramos as altíssimas somas de dinheiro arrecadadas pelos grandes ministérios e denominações?

Não existe nenhum grupo mais ególatra dentre todos os movimentos religiosos planetários do que o movimento evangélico. Isso por causa da semente dele – a semente é má, é de divisão. A semente original, de protesto contra a Igreja Católica, transformou-se numa semente de protesto existencial contra tudo. Essa divisão criou a ênfase no dogma doutrinário. Isso divide, qualquer que seja o desencontro, em qualquer nível na escala de valores. Falta tolerância naquilo que não tem significado para a salvação, no que não altera o DNA do Evangelho. Esse tipo de tolerância no olhar nunca existiu. O que se instituiu foi a prevalência do existencialismo espiritual, e esse não lida com as categorias objetivas de valor. E logo o chamado movimento protestante virou esse guarda-chuva evangélico, sob o qual cabem todas as coisas. Quando é que pode haver unidade e serviço ao próximo se, no meio evangélico a unção para nada serve senão para erigir egos? A unção do Espírito Santo deve redundar no amor, na compaixão, na misericórdia, no serviço – mas a “unção” que vemos aí só tem poder para criar lúciferes com purpurina na cara, que atuam em palcos com luzes.

Em função deste e de vários outros projetos e iniciativas, o senhor levantou muito mais recursos do que o de diversos líderes de hoje, que estão até comprando aviões particulares. À época, o senhor teve o seu?

Nunca tive avião ou helicóptero. Faz parte da minha filosofia não adquirir nada. Nem esta casa onde vivo eu comprei, ela me foi alugada a um valor simbólico por três senhoras amigas. Eu nunca comprei coisa nenhuma, nunca acreditei em compra de nada. O Caminho da Graça nunca vai comprar nada. Creio que imobilizar dinheiro do povo de Deus com patrimônio físico é pecado. Quem diz que a nossa pátria está nos céus e faz aquisições poderosas ou erige templos salomônicos está pecando contra o espírito do Evangelho. Tudo o que eu construí e mantive era alugado. Passei 25 anos declarando que não tinha o menor compromisso com a manutenção de coisa alguma que virasse um fim em si mesmo. Quando você é dono de propriedades, você acaba vivendo para fazer a manutenção de tudo e as coisas perdem a finalidade.

E o senhor vive de quê?

Sempre vivi exclusivamente do ministério. Todos os direitos autorais dos meus livros e a renda obtida com nossas atividades no passado – TV, rádio, revista, editora – era voltada para a atividade missionária, social, evangelizadora e de treinamento. Era tudo reinvestido naquilo que fazíamos. E continua sendo assim hoje.

Quem o ouve falar percebe que o senhor faz questão de traçar uma linha divisória entre o que é hoje e o que fez, em especial em relação ao seu passado institucional, quando era uma figura pública dentro e fora da Igreja. Há algo que o senhor repudia em seu passado?

Não. Eu nunca rechacei meu passado. Só não faria de novo. Naquela época, contudo, foi necessário. Só de uma coisa me arrependo no meu passado institucional: ter aceitado a imposição de ter sido feito presidente da Associação Evangélica Brasileira [AEVB], pela qual eu mesmo trabalhei muito para ver criada. Eu não queria a função, mas fui eleito por aclamação. Praticamente me obrigaram a aceitar, porque a entidade surgiu com o patrocínio da Vinde. Noventa por cento da AEVB estavam ligados aos ministérios que eu dirigia. Eu não queria e nem precisava presidir a AEVB. Pelo contrário – eu é que dei mídia para ela.


Mas a AEVB não cumpriu um papel importante na época? Afinal, ela esteve à frente de movimentos marcantes dos anos 90, como o Celebrando a Deus como Planeta Terra, o Rio Desarme-se e o Reage Rio, entre outras mobilizações que contaram com o apoio dos evangélicos.

Quando se criou a AEVB, a gente já havia perdido tempo demais discutindo o sexo dos anjos. Já estávamos correndo no vácuo do prejuízo. Esperamos muitos anos num processo lento, de muita conversa infrutífera. A AEVB só surgiu em 1991, depois que o [bispo Edir] Macedo já havia começado a dar as cartas do neopentecostalismo brasileiro. A AEVB foi criada com apoio desse pessoal que agora fundou a Aliança Cristã Evangélica Brasileira e de outros, mas ninguém botava dinheiro, ninguém se mobilizava para fazer nada.

O senhor foi convidado a participar da Aliança?

Não fui convidado, e mesmo se fosse, não iria, porque não acredito mais nisso. Todos esses irmãos queridos que estão lá sabem que eu sempre quis ser livre para dizer o que eu queria. Esse tipo de iniciativa tinha que ser criada bem antes, lá no início dos anos 1980, quando havia muita gente séria, respeitável, de corações generosos. Isso tinha de ser criado logo depois do Congresso Brasileiro de Evangelização, em 1983, que para mim foi o maior evento representativo da história da Igreja brasileira. Ali ocorreu a grande oportunidade de unidade. As almas ainda estavam ingênuas, puras, sinceras. A teologia da prosperidade não existia por aqui, o que prevalecia era a teologia da missão integral. Havia uma quantidade enorme de pastores piedosos e desejosos de ver o melhor de Deus acontecer neste país. Creio que, àquela altura, ainda dava tempo de a Igreja ter um papel de relevância e significado, Ainda dava para virar as coisas e não perder os significados do termo evangélico.

A sua separação foi um acontecimento público, que envolveu adultério. Naquela época, isso ganhou enorme peso perante a Igreja. No entanto, já àquele tempo diversas denominações já ordenavam pastores divorciados e encaravam a questão de forma liberal. Também são muitos os exemplos de pastores famosos – alguns, líderes de denominações – que se divorciaram em condições semelhantes às suas, mas a repercussão em nada se aproximou do tratamento que lhe foi concedido. Por que o seu caso, até hoje, suscita tanto escândalo? O senhor se considera perseguido?

Eu daria três razões para este tratamento especial e a grande comoção que o episódio causou. Em primeiro lugar, a minha situação para essa moçada toda foi insuportável. Ministerialmente, eu funcionava como uma espécie de foice, rodando em cima de cabeças conceituais. Toda vez que aparecia um maluco – e eu nunca precisei nominar os malucos, apenas expunha seus erros e dizia que o Evangelho era de outro jeito –, essa foice cortava logo aquela cabeça, o cara virava herege. Por isso, todo mundo tinha medo de que minha opinião conceitual colocasse alguém em situação difícil. Eu tenho certeza absoluta da quantidade enorme de gente que torcia por uma fragilidade de minha parte justamente por causa desse papel que eu exercia. E esse não foi um papel que eu pleiteasse ou buscasse; ele aconteceu espontaneamente. Foi Deus que fez isso por sua graça, eu só estava pregando o Evangelho, que, aliás, é o que eu sempre fiz.

Então, o senhor acredita que parte desta liderança que ai está não teria o espaço que tem se não fosse a sua saída do cenário? Seu espólio foi negociado?

Com certeza. Não preciso falar nada. Basta ver até 1998 quem era quem e o que aconteceu de 2000 em diante. Quer ver uma coisa? Logo depois do que aconteceu, diante daquela comoção toda sobre o que tinha acontecido comigo, houve uma reunião de 300 pastores em São Paulo especificamente para tratar sobre quem ia ficar com qual parte do meu despojo, para saber quais eram os espaços que eu havia deixado abertos e quem deveria ocupá-los. E foram milhares que também fizeram isso. Não quero nem falar de traição, porque no meu coração já estão todos perdoados, mas se eu abrisse a boca ninguém ficava em pé. Esta foi uma razão. Em que pese o fato de que eu cometi um ato pecaminoso de traição e infidelidade, isso está longe de ser a causa principal da grande comoção. Sabe qual foi a causa? Eu ter tomado a iniciativa de contar tudo, ou seja, por minha vontade expor tudo em verdade, sem que qualquer coisa tivesse sido descoberta por ninguém. E eu que ouvia a confissão de tantos deles e sabia de suas fraquezas, das promiscuidades… E, depois, estes mesmos iam à TV bater em mim confiando na minha integridade, pois sabiam que eu não os exporia.

E a terceira razão foi que, naquele momento, eu aproveitei a oportunidade e pulei fora do barco. Este foi o elemento mais doído de todos. A Igreja Presbiteriana me propôs uma discipina como condição para minha restauração. Eu respondi que não estava pleiteando nada, e que estava me desligando da denominação unilateralmente. Eu não queria mais ser parte daquilo. Escrevi três cartas e eles não aceitaram nenhuma. Pensei: “Meu Deus, isso aí não é a máfia, da qual o camarada só sai morto”! Depois me propuseram dar o tempo que eu julgasse necessário e que, depois, se eu quisesse voltar, seria restaurado e estava tudo certo. Mas eu disse que não queria.

O que passava pela sua cabeça naquele momento. O que o senhor desejava? Para onde queria ir?

Eu queria vir para cá! Queria voltar aos meus 18 anos... Eu nunca quis ser pastor ordenado. Eu sabia quem eu era e que Deus tinha me ungido. Sabia que isso tinha vindo do céu, e que não dependia de ninguém. Foi a Igreja Presbiteriana que disse que não era possível que eu, aos 19 anos, em Manaus, fosse considerado pastor pela cidade inteira, pregasse a Palavra sem ser ordenado pastor e sem aceitar ir para ao seminário.

Então a questão crucial foi a rejeição?

Sim. Eles agiram passionalmente. Era como se dissessem: “Nós amávamos esse cara e ele decidiu não ser mais parte do nosso grupo”. E, conquanto eu estivesse fazendo aquilo sem que, na minha mente, quisesse ofender nenhum daqueles irmãos, o que eu não queria era, depois do acontecido, ter de me curvar a nenhum tipo de restauração humana, mentirosa, hipócrita e plástica que queriam me oferecer. Eu sabia que o único a me restaurar era o Senhor. Eu não aceitaria nada que não viesse daquele que me ungiu e sabendo que entrar naquele esquema era vender a minha alma. Então, eles aproveitaram essa minha atitude para vender ao povão a ideia de que eu estava rebelado contra a comunhão dos santos e o amor dos irmãos.

Ao longo dos anos, foram construídos certos mitos a seu respeito e que o rotulam como extremamente liberal e até antibíblico. Um deles é de que o senhor, devido ao que lhe aconteceu, seria um incentivador de divórcios, em especial de pastores. O que o senhor tem a dizer sobre isso?

Isso é uma suposição absurda. Já haviam acontecido milhares de separações de pastores antes da minha. E muita dessa gente vinha me contar os dramas conjugais e chorar as mazelas comigo. Então, é hipocrisia dizer que o que me aconteceu é que abriu as portas para que outros pastores adulterassem ou largassem da mulher. Essa percepção a meu respeito é suscitada pelo diabo na cabeça de muita gente doida. Eu nunca defendi o divórcio. Defendo que continuem casados aqueles que se amam, mas que todos aqueles que se fazem mal, que se machucam, que se ferem e se odeiam, não deveriam estar casados, pelo bem de suas almas. Sempre aconselhei todo mundo a não adulterar, a não trair a mulher. Quando cheguei aqui em Brasília, no meu primeiro ano o que eu mais fiz foi atender pastores e mulheres de pastores que queriam se divorciar e vinham me pedir aconselhamento. Gente de tudo quanto é igreja – batistas, assembleianos, presbiterianos, pentecostais. Na medida do possível, ajudei esse pessoal todo a não se divorciar. Eu dizia a quem me procurava com casos extraconjugais: “Sai dessa, você vai se estrepar com essa amante”. O que Deus uniu, que o homem não separe; e o que Deus não uniu, que não se ajunte, porque vira uma desgraça. O que me aconteceu foi, isso sim, um ato pecaminoso, de traição e de infidelidade. Um pecado diante de Deus e perante a mãe dos meus filhos. Mas o que me aconteceu não teria derrubado nada que já não estivesse demolido. É ridículo dizer que meu caso serviu de legitimação para os atos de quem quer que seja.

Por falar nisso, como é sua relação com Alda Fernandes, sua ex-mulher?

Ela é minha amiga. Passamos o último Natal juntos. Estamos sempre com nossos filhos e netos.

Quando seu filho Lukkas morreu atropelado, em 2004, houve quem atribuísse a tragédia e um juízo de Deus sobre sua vida. O que o senhor sentiu na época e como lida hoje com as pessoas que o criticam?

Só tive coração para a dor e a saudade pela partida do meu filho. Nada do que soube que disseram teve poder de gerar qualquer coisa ruim em mim. O que senti naquele momento foi paz, e se todos os meus filhos morressem, a minha resposta seria a mesma. E tem mais uma coisa – não existe ninguém, nenhum ser humano, que eu não tenha perdoado. Digo isso diante do Deus vivo e dos principados e potestades malignas. Meu coração nunca dormiu com ira em relação a ninguém, eu não tenho ódio nenhum para contar. Não tenho inimizades contra pessoas. Por outro lado, tenho opiniões a dar sobre ideias e conceitos equivocados de quem quer que seja. Não é por causa do fato de eu não ter inimizade pessoal por um indivíduo que vou deixar que a vandalização do Evangelho aconteça sem que eu me una a Paulo na luta comum da defesa do Evangelho, como todo aquele que carrega o temor de Jesus no coração.

Esse seu discurso costuma ser extremamente crítico em relação ao que chama de “igrejas institucionalizadas” e “sistema religioso”. Na sua opinião, as igrejas não têm nada de bom?

Mas é claro que têm coisas boas! Elas têm gente boa, e gente é o que existe de melhor em qualquer lugar. Ministério, para mim, é gente, só é bom se for feito por gente e para gente. Está cheio de gente boa de Deus nas igrejas. Mesmo quando há um pastor paspalhão lá na frente, os bancos estão repletos de gente boa, que sente até pena daquele indivíduo lá na frente, que faz negócios para todos os lados e com quem apareça. Tem gente que suporta o púlpito muito mais para não perder os relacionamentos de comunhão e o convívio de anos com os irmãos. Eles sabem que aqueles caras lá na frente vão passar, as modas vão passar, mas eles vão continuar ali. Existe gente maravilhosa nos ministérios. Veja aquele pessoal da Juvep [Juventude Evangélica da Paraíba, entidade que atua de maneira missionária no sertão nordestino], por exemplo. Eles perseveram há anos na mesma purezinha de alma, na mesma ideia de serviço ao próximo. Há também a Jocum [Jovens com uma Missão, movimento missionário internacional], com seus tantos braços de ação penetrados nos lugares mais distantes, em favelas, em comunidades miseráveis, em bolsões de carência no mundo todo.

O Caminho da Graça é uma espécie de reinvenção da igreja?

Não, ele é simplesmente a sequência de um caminho que eu sempre trilhei. O Caminho da Graça é a expressão de visibilidade de uma coisa subversiva que eu incito. Eu tento fazer com que o Caminho seja apenas, com muita leveza, um elemento de visibilidade mínima da possibilidade de uma comunhão cristã sem que uns mordam e devorem uns aos outros. Por isso, não tenho aquele desejo de fazê-lo crescer, ter expansão numérica simplesmente – quero que o que cresça seja essa coisa que ninguém nomeia, um movimento conduzido pela Palavra e pelo Espírito Santo que invade a massa, abranja tudo e se torne incontrolável como o vento que sopra onde quer.

O senhor diz que o Caminho da Graça é um movimento não institucionalizado, mas recentemente nomeou presbíteros e diáconos para sua sede em Brasília. Isso não vai acabar tornando o ministério como uma das igrejas que o senhor tanto critica?

Nós funcionamos baseados em dons, e não em hierarquias. Nas igrejas convencionais, o diácono é mais do que o membro e o presbítero é mais do que o diácono. Aqui no Caminho, essas funções expressam simplesmente dons de serviço. O presbítero, o mentor, não é um sujeito mais elevado na hierarquia, não tem poderes ou prerrogativas especiais. Ele é simplesmente o cara que surge pela observação dos outros: “Puxa, quanta sabedoria fulano tem recebido e manifestado”. Essas funções surgem por opiniões múltiplas, não existe reunião de concílio ou votação para escolher ninguém. E tem outra coisa: se, algum dia, lá na frente, o Caminho da Graça deixar de ser o que nasceu para ser, é a coisa mais simples do mundo – acaba tudo e começa outra vez. O problema do pessoal é que eles querem se eternizar. Querem que o grão de trigo dure para sempre, mas se o grão não morrer, não há fruto. Eu não quero perenizar nada. Eu só tenho o compromisso de servir à minha geração, não quero deixar nenhum legado, nenhum império. É preciso reconhecer que a vida é cíclica. Eu já acabei com muita coisa que tinha começado no curso da minha vida. E que ninguém duvide que, se eu tiver vida longa e alguma coisa que estou fazendo hoje se corromper lá na frente, eu mesmo vou lá e termino com tudo, não espero, não.

A manutenção do Caminho da Graça e dos ministérios a ele ligados é feita através de dízimos e ofertas?

A gente recolhe ofertas. A espontaneidade da dádiva tem que ser baseada no amor, na alegria de dar. Quem pode dar mais, dá mais; quem pode dar menos, dá menos; e quem não pode dar nada não dá nada, recebe. Paulo ensinou que é justo que aqueles que recebem bens daqueles que lhes ministram os galardoem e ajudem com bens. Mesmo com toda a capacidade que Jesus tinha de multiplicar pães e peixes e de transformar água em vinho, ele era sustentado pelas ofertas práticas e objetivas das mulheres que o serviam e de outras pessoas. O princípio espiritual da doação era operativo na vida e no ensino de Jesus e no Novo Testamento como um todo.

E quanto ao dízimo? Nesta ótica, ele seria antibíblico?

O que as igrejas ensinam é lei, é obrigatoriedade. A Igreja tornou-se uma espécie de agente substitutivo do antigo templo de Jerusalém, uma espécie de “receita federal” de Deus. É uma coletora de impostos. O dízimo é esse imposto, e ainda dizem que quem não pagar vai sofrer as desgraças descritas no capítulo 3 de Malaquias. Como a Igreja não ensina a obediência ao Evangelho como resultado do amor de Cristo constrangendo nosso coração, como Paulo ensina em II Coríntios 5, as pessoas não veem a questão da doação como algo inerente à generosidade.

Se um homossexual assumido quiser frequentar o Caminho nesta condição, como ele será tratado?

Nunca ninguém chegou no Caminho da Graça dizendo para mim que é gay praticante e que quer ficar ali. Mas não sou persecutório e nem homofóbico acerca de nenhum ser humano. Se ele quiser ficar, ouvirá o Evangelho e saberá que esse Evangelho pode criar um espaço de generosidade misericordiosa para ele ouvir a Palavra de Deus e crescer – mas nunca ouvirá uma única palavra de incentivo a qualquer relação sexual que não seja heterossexual. Se eu fizesse isso, estaria estabelecendo um paradigma que não encontro nenhum precedente para estabelecer.

Logo, ainda que solicitado, o senhor não celebraria um casamento gay?

Eu não faço esse tipo de casamento, até porque a união estável entre homossexuais não é casamento, é uma relação societária, uma empresa limitada. O Estado tem o dever de defender essa relação no que se refere ao respeito à propriedade, aos bens. Se dois gays que construíram uma vida juntos, com aquisição de bens e tudo o mais, resolvem não mais viver em comum, que se divida o que têm, e cada um leva a sua parte. Isso é uma questão de Estado, não tem nada a ver com a Igreja. Mas não estimulo nenhum tipo de união estável, a não ser aquela estabelecida entre homem e mulher que se amem.

Sua maneira de falar e até as roupas que o senhor tem usado provocam muitos comentários. A esta altura da vida, o senhor sente-se livre para dizer e fazer o que quer?

Pelo amor de Deus, você não pode mais ser o que é? Eu me visto desse jeito porque gosto. Eu sou só um carinha que deseja viver. Quem não gosta do meu jeito é livre para viver da maneira que quiser. Eu sou livre como o Evangelho. Sou nascido do Evangelho, nascido de Jesus. Sou como o vento, nascido do Espírito Santo. Quem não suporta minhas declarações, minha sinceridade e a propriedade do que digo que vá dormir com esse barulho.

(Link da entrevista: http://cristianismohoje.com.br/materia.php?k=842&__akacao=789488&__akcnt=3358f24f&__akvkey=9784&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=CH+11+mar%E7o+2012+Caio+e+grupos)

FÁBIO MENEN





domingo, 26 de fevereiro de 2012

BEM DENTRO DE MIM - DIOGO YORK



BEM DENTRO DE MIM

Jesus tua morte trouxe vida a mim
quanto mais perto eu estiver
mais junto eu quero estar de Ti
Jesus Tua dor me trouxe salvação
teu sangue apagou a minha dor
teu corpo traz vida ao meu viver

E como as árvores dançam ao vento
teu espírito vai me levar
como os pássaros cantam uma nova canção
bem no fundo de mim ouço alguém suspirar o Teu nome
doce nome!

Jesus eu trouxe flores para ti
que colhi nos jardins dos corações
que reguei com os sonhos que sonhei
Jesus tua voz me emociona
eu me calo pra ouvir você falar
e descanso ao ver você chegar

E como as árvores dançam ao vento
teu espírito vai me levar
como os pássaros cantam uma nova canção
bem no fundo de mim ouço alguém suspirar o Teu nome
doce nome!


Linda canção de meu amigo, poeta e músico Diogo.

Deus te abençõe meu irmão, essa música fala muito ao meu coração. Você tem uma serenidade e percepção incrível.

Abraços.

Fábio Menen

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

PASTORADO! A GRAÇA DE SERVIR O PRÓXIMO


Dia 18 de Fevereiro de 2012 fui consagrado a pastor.

No momento de minha ordenação me senti tão pequeno diante de Deus; conseguia falar apenas: "me ajude Deus, me capacite Deus, ajude-me a ser como Tú queres", e as lágrimas vieram em abundância. Sei que algo novo Deus estava fazendo em mim naquele momento.

Lembro-me, nos primeiros anos de minha conversão, quando comecei a ler alguns livros devocionais e de estudos bíblicos, aquilo era novidade e eu era alimentado por algo que antes não conhecia. A leitura das Escrituras foi uma aventura que levou-me a conhecer a Deus e a Jesus de uma maneira apaixonada e reveladora. Conforme eu lia e aprendia queria transmitir a alegria do conhecimento e do saber. No início mesmo de minha conversão eu era muito tímido e faria tudo para que ninguém me chamasse à frente da igreja e falar alguma coisa, contar um testemunho, cantar, etc. Como Deus pode mudar o rumo da vida da gente.

Quando eu fazia parte da igreja Casa da Benção, fui convidado a lecionar estudos bíblicos nas terças feiras. As reuniões que eu ensinava era muito prazeroso, sentia que de minha alma jorrava tudo aquilo que o Espírito Santo estava semeando e adubando em mim. As palavras fluiam de tal modo que duas coisas interessantes aconteciam: primeiro, percebia que muitos ficavam admirados pela idade que tinha e me perguntavam como alguém tão jovem poderiam estar ensinando na igreja. Segundo, quando eu ensinava ou pregava a Palavra, as pessoas ficavam silenciosas, ouvindo com bastante atenção o que eu dizia, como se houvesse uma atração que os prendia naquele momento. Atribuo tudo isso a Deus e Sua graça em minha vida, pois sem Ele nada podemos fazer.

Ouví várias vezes irmãos dizendo: "Um dia vai se tornar pastor" e hoje escrevendo esse texto meus olhos se enchem de lágrimas diante da profecia desses irmãos aos quais não vejo mais o rosto.

Quantos caminhos já andei, quantos passos errados andei, quantas decisões precipitadas já tomei, acertos, erros...tudo isso me levou a estar onde Deus queria: em Sua presença! Amém!

Meu desejo é pastorear conforme o espírito do Evangelho, conforme Jesus, o Bom Pastor. O que é ser pastor senão reproduzir o modo de vida que Ele viveu!? Ser pastor é viver um relacionamento duradouro e pessoal com Esse que é o amado de nossa alma.

Ser pastor é seguir Jesus como o mais fascinante projeto de vida...

  • é amar a Palavra;
  • é orar pelos inimigos;
  • é alimentar irmãos;
  • é socorrer necessitados;
  • é chorar com os que choram e se alegrar com os felizes;
  • é ser humilde;
  • é ser amigo e humano;
  • é saber que os dias são de distorções da Palavra e que há falsos pastores;
  • é aprender sempre;
  • é amar as almas perdidas e proclamar o evangelho da graça.
Minha vida hoje é para servir a Deus e amá-Lo. Minha vida está em Suas mãos. Não posso viver sem Jesus que me amou, me chamou e que me capacita. Tenho tanta coisa para escrever...mas ficará para as próximas postagens.

Fica aqui o registro da alegria de minha ordenação.

A Ele toda honra, louvor e glória pelos séculos dos séculos!

Fábio Menen

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

JOAN OSBORNE - ONE OF US




UM DE NÓS

Se Deus tivesse um nome, qual seria?
E como seria seu rosto?
Se você encontrasse com ele e toda a sua glória?
O que você perguntaria, se você pudesse fazer apenas uma pergunta?

Sim, sim, sim, Deus é maravilhoso
Sim, sim, sim, Deus é bom
Sim, sim, sim, Sim

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um desajeitado como nós
Apenas um estranho no ônibus
Tentando fazer seu caminho de casa

Se Deus tivesse um rosto,com o que seria parecido?
E você gostaria de vê-lo
Se vendo significasse que você teria acreditar
Em coisas, assim como, o Céu, Jesus e os santos
E todos os profetas

Sim, sim, sim, Deus é maravilhoso
Sim, sim, sim, Deus é bom
Sim, sim, sim, Sim

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um desajeitado como nós
Apenas um estranho no ônibus
Tentando do seu jeito voltar para casa
Apenas tentando do seu jeito voltar para casa
Voltar para o céu sozinho
Ninguém chamando-o ao telefone
Exceto pelo Papa, talvez em Roma.

Sim, sim, Deus é maravilhoso
Sim, sim, Deus é bom
Sim, sim, sim, sim, sim

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um desajeitado como nós
Apenas um estranho no ônibus
Tentando do seu jeito voltar para casa
Como um Holly Rolling Stone
Voltar para o céu sozinho
Apenas tentando do seu jeito voltar para casa
Ninguém chamando-o ao telefone
Exceto pelo Papa, talvez em Roma.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

PRIMEIRO TEXTO DE 2012



Ontem, dia 24 de Janeiro de 2012 estive na casa da Nayanne e também da Dijé - duas discípulas de Jesus. Eu estava ali para falar sobre a palavra de Deus.

Quem me conhece sabe que tento não complicar ao falar sobre Deus e o Evangelho; tento ser o mais simples e compreensível que posso, mas sempre com a certeza de que a fé vem somente pelo ouvir a Palavra-Voz de Deus. Fé essa que não apenas faz ter, mas crer em Jesus.

Reunir-me com pessoas para compartilhar, estudar, pensar e comungar sobre o Evangelho e sobre a Graça é um desfrute pra mim.

Primeiramente, abri no livro de 1 Coríntios capítulo 16, onde se diz que a Igreja que estava na casa de Áquila e Priscila estava saudando os irmãos da igreja de Coríntios.

Acho significativo que Paulo tenha se referido sobre a Igreja como algo que estava em uma residência. Isto é, igreja é algo que se move e que não tem geografia fixa; são pessoas que onde se reúnirem e que invoquem o nome de Jesus ali está uma igreja reunida.

Quando abrimos a porta de nossa casa para a Igreja falar sobre Deus estamos praticando a mesma comunhão que os apóstolos e discípulos de Jesus fizeram muitos anos atrás.

Que muitos "Áquilas e Priscilas" se mnifestem com o desejo de que suas casas sejam poços de Jacó onde pessoas possam beber da Água da vida.

Os primeiros cristãos se reuniam em casas, apesar de muitos também irem ao templo. Com o passar de muitos anos os discípulos de Jesus foram perseguidos e acusados de muitos males. Reunir-se em casas ou em qualquer lugar e falar sobre Jesus tinha se tornado crime, os opositores da fé não pouparam formas de perseguir e massacrar os cristãos. Muitos se reuniam antes do nascer do sol, ou então à noite, em catacumbas subterrâneas ou em cavernas.

O ápice dessa perseguição ocorreu no ano 64 e 65 d.c - Nero lançou sobre os cristãos a culpa de um incêndio em Roma e grande perseguição e morte aconteceu nesse período. Os historiadores afirmam que foi nessa perseguição que o apóstolo Pedro e Paulo morreram.

Morreram como mártires da fé. Muitos eram coberto de peles de animais e devorados por cães, crucificados, queimados vivos...Nero fez seu espetáculo particular ao caçar os cristãos.

Atos 4 nos fala sobre a comunidade cristã que orava, que experimentava livramentos sobrenaturais, que pregava sobre Jesus com ousadia, que tinham um só coração, a mesma alma, que tudo era de todos e não havia ninguém que tivese necessidade pois todos repartiam para compartilhar com os necessitados. Uma comunidade assim vence leões e perseguições sempre.

Confesso que não gostaria de estar na pele dos apóstolos e de muitos dos discípulos que viram mães, pais e filhos serem mortos diante de seus olhos por não terem negado a Jesus. A convicção do amor de Deus e uma inexplicável entrega de todo o ser e coração a Deus é que permitiu esses valentes considerarem tudo como subterfúgio por amor a Cristo.

Atos 4 deve ser leitura obrigatória nesses dias em que muitos vão à igreja pensando apenas em si mesmos e nos seus caprichos. Havia koynonya entre eles, tudo em comum.

Por isso, quando vou à igreja ou uma célula, ou reuniões em casas, não é por obrigação, mas pela necessidade de estarmos juntos. É uma necessidade para suprir a alma o encontro humanitário e espiritual da ecclesia.

Só é possível viver assim se você entregou sua vida a Jesus.

Seguir a Jesus é o mais fascinante projeto de vida.

Esse é o pequeno resumo do que falei ontem a noite.

Beijo fraterno em todos.

Fábio Menen